Sesimbra -

2007
Quem canta de galo quer poleiro

2006
Arrábida Patrimonio de uns, Patrimonio de todos

2005
Luísa Todi – O Canto Do Encanto De Catarina Da Rússia

2004
Atna, Heroína Da Nossa Gente

2003
O Trepa É Uma Festa Na Avenida

2002
Sebastião José de Carvalho E Melo – Um Terramoto Que Abalou Portugal

2001
Chiquinha Gonzaga – Uma História de Vida

2000
O Largo Dos Valentes

1999
Portugal…É O Que Está A Dar

1998
Fado A Alma Do Povo Português – Glória Ás Severas

1997
Samba Alegria De Oxalá

1996
Criança É Única Esperança

1995
Naufrágio do “Menino Deus”

1994
É-CU Mas É Nosso

1993
Amazónia, A Terra Não É Só Tua

1992
Mais Um Grito De Guerra

1991
Património Arquitectónico Re-Construído

1990
Ora Toma – Que Força É Essa

1989
Minha Língua É Minha Pátria

1988
Turismo Prata Da Casa

1987
O Sonho de Zimbra

1986
Sesimbra das Armações

1985
Universo Imaginário

1984
A Nossa Alegria Atravessou o Mar

1982 / 1983
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1981
Brilho e Fantasia

1980
Aves do Paraíso

1979
Anos Vinte

 

Fale com o Trepa
 

Sinopse do Carnaval de 2006
Arrábida Patrimonio de uns, Patrimonio de todos

 

 
  2005  
 


Serra da Arrábida, 500mts de altura que caem abruptamente sobre o Oceano Atlântico, num cenário de rara beleza onde se misturam o verde intenso da sua vegetação mais característica – o maquis mediterrânico – fruto da especificidade do seu clima temperado de influência atlântica e o branco do calcário, contraste que inspirou poetas como Sebastião da Gama e Frade Agostinho da Cruz.
Do árabe “rábita” de onde derivou o português “Arrábida” – convento fortificado para guardar fronteira – um local que os árabes reservavam para a oração e retiro espiritual antes da Guerra Santa. …
Serra da Lenda, que serviu de abrigo ao Inglês rico que a caminho de Portugal uma tempestade ao Largo do Cabo Espichel o arrastou até ao Portinho da Arrábida. Com ele trazia uma santa de pedra, que com fervor religioso apela para que o salve da tempestade, e a mesma…abranda e ao acreditar no milagre avista o rochedo – Arrábida.
Convicto do milagre, o Inglês manda edificar a Capela da Memória e torna-se eremita, distribuindo toda a sua riqueza pelos pobres da zona. A PEREGRINAÇÃO acontece no 2º fim-de-semana de Julho, na altura a imagem da santa era transportada de barco até ao convento, agora é transportada num carro de Bombeiros. A mesma lenda fala de uma gruta na serra, onde o Inglês vê uma Luz e manda construir 7 guaritas, uma para cada dia da semana para todos os dias rezar a Nossa Senhora da Arrábida.
Esta é a Arrábida de um passado pré-histórico onde se identificam vestígios do Paleolítico Inferior na Lapa de Santa Margarida no Portinho, de há cerca 200 a 400mil anos, e da Idade do Bronze em Calhariz. Lugar por onde fenícios, romanos e até arábes, marcaram a sua presença através de povoados.
Local de eleição da monarquia portuguesa, a arquitectura militar com os castelos medievais de Sesimbra e Palmela, as fortalezas Quinhentistas e Seiscentistas como a fortaleza de S.Filipe do Outão são testemunha viva, entre tantos outros Palácios e Quintas renascentistas de inspiração barroca.
Um património histórico riquíssimo de uma região que possui uma das mais belas paisagens portuguesas e do Mundo.

Dos solitários bosques a verdura,
Nas duras penedias sustentada,
Nesta serra, do mar largo cercada,
Me move a contemplar mais fermosura.

Aqui com mais suave compostura,
Menos contradição, mais clara vista,
Verei o Criador na Criatura.

……………………………………………Fr. Agostinho da Cruz.

A Serra da Vida…

Fonte de vida e biodiversidade, esta é a Arrábida das encostas onde pequenos cursos de água nascem e seguem infinitamente pelas arribas calcárias e afloramentos rochosos. Dos densos matos e matagais, das intermináveis matas e machiais, os pinhais assombrosos, e os imensos e verdejantes prados onde outrora uma importante coutada de caça levou há extinção lobos, javalis e veados, estes últimos em 1901.
Colónias de morcegos, de coelhos e gatos-bravos, genetas, texugos, doninhas e raposas, partilham a Serra com espécies de aves protegidas como o bufo real, a majestosa águia – de – Bonelli e o falcão peregrino. Águias pesqueiras e tartarinhões azulados espécies migratórias ameaçadas que usam as arribas calcárias do promontório do Cabo Espichel para se refugiarem e nidificarem, realçando o carácter excepcional deste património da Humanidade.
Um parque Natural com mais de 213 espécies de vertebrados, 8 de anfíbios, 16 de repteis, 154 de aves e 35 de mamíferos. Contam-se igualmente 130 espécies de borboletas e 450 de escaravelhos. Serra das águas limpas de belas enseadas e baias, os mares da Arrábida são fonte de riqueza inesgotável e de espécies únicas no mundo particularmente ricos pela composição rochosa da Costa Arrábida Espichel, proporcionando a proliferação da fauna e flora marinhas. Viveiro de mais de 1100 espécies de macroalgas, macro invertebrados e vertebrados que desde as campanhas marinhas do Rei D. Carlos I foram identificadas intensamente tende descobertas muitas espécies novas para Portugal e outras novas para a Ciência. Arrábida de relíquias naturais, das “excêntricas” criações do tempo guardados num infinito mundo subterrâneo. A Falha de El Cármen, a Pedra da Anicha e a Brecha da Arrábida, raríssimas criações da Mãe Natureza, fenómenos geológicos de extrema importância e de interesse cientifico mundial.
Arrábida, espaço natural de influência atlântico – mediterrânica dos mais belos e significativos do mundo, particular em fauna e floras terrestres e marinhas, único em clima e terreno, um exemplo de conservação das características originais. Incluída nas Redes Mundiais de Conservação e Preservação do Meio Ambiente.
Terra das delicias do mel, dos ricos vinhos e doçaria, dos inesquecíveis licores de moscatel e do sabor único do paladar dos seus queijos de ovelha. Terra rica em dádivas da natureza, os seus mármores de reconhecimento internacional e a sua arte de azulejaria ainda segundo técnicas do século XVIII.


Arrábida, Património de uns...

…Mas também de todos aqueles que se questionam o que faz uma cimenteira no coração de um Parque Natural?
Que outros motivos se escondem sob o denso manto de verde esbranquiçado, para que a predação dos recursos de toda a serra continue? 120 Hectare de produção de todos os tipos de poluição, autorizada por políticos e ecologistas, os mesmos intolerantes que querem reservar para si mesmos a contemplação do milagre da criação da Natureza. Não serão os mesmos que contemplam uma Serra da Arrábida desfigurada e “pintada” de devastação? Um equilíbrio ameaçado, quando incêndios acontecem num parque candidato a Património da Humanidade? Num Parque Natural onde a vigilância por vezes adormece, as tragédias acontecem!
Que tipo de governantes ou ecologistas tentam preservar a herança natural da Arrábida sem salvaguardar a sobrevivência da espécie humana?
Atitudes extremistas e radicais tornam-se o grande impedimento da real preservação das espécies animais, vegetais e humana.

Prioridades terão de se estabelecer para que não se assista à degradação da condição humana. Prioridades económicas naturais têm de estar em sintonia com as exigências dos novos tempos e da realidade mundial, a harmonia entre homem e natureza sem que a sobrevivência de nenhum deles seja ameaçada.

Arrábida, Património de Homem e do Mundo, de uns e de todos aqueles que a preservam e salvaguardam também o seu direito à vida e sobrevivência.

Este enredo pretende lançar uma plataforma de discussão entre aqueles que defendem um Parque Natural da Arrábida fechado ao Mundo e os que o querem mostrar de forma controlada, equilibrada e racional para que todas as espécies tenham direito à Vida.

Obrigado
O Carnavalesco

Ficha Técnica:

Presidente: Jorge Farinha
Presidente da Assembleia: João Carlos Rosa
Tema/Enredo: “Arrábida Patrimonio de uns, Patrimonio de todos”
Carnavalesco: Paulo Macedo
Samba Enredo: Tércio Borges
Director de Bateria: João Paulo
Director Artístico: Eduardo Cunha
Porta Estandarte: Ana Isabel
Mestre Sala: Fernando Soromenho
Madrinha de Bateria: Ana Maria Soromenho
Chefes de Alas: Daniela Martins, Graça Antanças, Genoveza Rosendo, Carla Figueiredo, Irene, Júlia Gonçalves, Emília Farinha, Eduardo Cunha Carlos, Paulo Venâncio

 

 
 


 
   
 

 

 

 

2006

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